Cracóvia e Auschwitz
Olá aqui de Praga. Esta semana aproveitei para realizar mais uma das viagens que tinha programado para a minha estadia de erasmus. Fui visitar a Polónia, mais propriamente Cracóvia e Auschwitz. Como muitas outras que já fiz, esta visita ficará marcada no livro das minhas memórias.
Nesta nova aventura participou um grupo erasmus multicultural: três finlandesas, dois portugueses, um holandês, uma espanhola e uma italiana. Fizemos a viagem de comboio, oito horas de Praga a Cracóvia. Ficamos instalados num hotel que fica no centro da cidade.
Em Cracóvia destaco o facto de existirem imensos espaços de culto religioso, e imensas referências ao Papa João Paulo II, com vários monumentos em sua homenagem. Do que visitei, o que é mais imponente é a Basílica de Santa Maria sendo a Igreja de Virgem Maria construída entre os finais do século XIII e inícios do século XV no local do primitivo templo romântico datado dos anos 1221-1222. Este é um excelente exemplo da arquitectura gótica na Polónia. A fachada desta basílica de três naves é flanqueada por duas magníficas torres de 81 e 69 metros de altura. Na janela da mais alta delas a cada hora é executado um toque de clarim, uma tradição que remonta ao século XIV. No presbitério da igreja ergue-se o famoso retábulo quatrocentista do altar-mor, obra de escultor Wit Stwosz.
Mas a parte que mais me marcou na viagem foi a visita ao campo de concentração de Auschwitz, sendo conhecido mundialmente como símbolo de terror, genocídio e holocausto. Foi erguido em 1940 pelo sistema Nazi nas redondezas da cidade de Oswiecim, ocupada na altura pelo exercito alemão, assim como toda a Polónia durante a II Guerra Mundial.
O campo de concentração foi aumentado nos anos seguintes e dividido em três partes: Auschwitz I, Auschwitz II-Birkenau, Auschwitz II- Monowitz existindo também mais de 40 sub-campos. De inicio eram Polacos os deportados e assassinados neste campo. Depois, seguiram-se prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos e de outras nacionalidades. A partir de 1942 este campo tornou-se no maior lugar de extermínio em massa de Judeus em toda a história da humanidade, parte do projecto Nazi de extermínio total deste povo. A maior parte de Judeus deportados era imediatamente exterminada nas câmaras de gás de Birkenau. Estima-se que mais de 1,5 milhões de prisioneiros morreu neste campo.
Estar neste local é indescritível, existe um silêncio assustador e verificar os crimes que se praticaram serve para meditar sobre as atrocidades que se cometem. Destaco a inscrição “Arbeit macth frei” (o trabalho liberta) sobre o portão principal de Auschwitz I.
Quero mandar um abraço a todos os meus amigos, especialmente para as 'babes'. Abraço forte para o pessoal do Stephan e Zero53. Um grande beijo para os meus pais e para a minha família. Em breve estarei aí.
Até lá, daqui de Praga, saudações bracarenses para todos.
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